A calvície nos homens é aceitável por alguns, mas para muitos ela causa uma menor autoestima e uma diminuição na qualidade de vida.
O início da calvície normalmente ocorre na puberdade variando no aspecto evolutivo e no grau final. Os pacientes geralmente apresentam história familiar de calvície, ou seja, é uma manifestação geneticamente determinada.
Na calvície masculina ocorre um processo gradual e progressivo de diminuição no diâmetro do pelo, com consequente queda e/ou diminuição do volume capilar. A rarefação provoca entradas na fronte e avança até a parte superior do couro cabeludo. Conforme o cabelo vai caindo, alguns novos fios nascem mais finos. Isto tudo é resultado do efeito do hormônio androgênio nos folículos pilosos susceptíveis.
Eventualmente, há condições que desencadeiam ou pioram a predisposição para a calvície como: uso de alguns medicamentos, dietas radicais, grandes cirurgias recentes, febre muito alta, estresse acentuado, associação da dermatite seborréica (oleosidade e descamação) no couro cabeludo, presença de anemia e doenças endocrinológicas.
A consulta médica é importante para estabelecermos a causa correta e afastarmos fatores que pioram esta situação clínica. Geralmente não há necessidade de exames laboratoriais, a não ser que haja uma suspeita de doença sistêmica.
Logo que cabelos finos forem notados é possível iniciar o uso de medicamentos específicos e eficientes contra a calvície. Uma das maneiras mais específicas, seguras e eficazes de tratar a calvície é com a finasterida via oral. Ela irá impedir a continuidade do processo de calvície, engrossar alguns fios, além de aumentar o volume capilar. Os resultados máximos aparecem por volta do final do primeiro ano de tratamento.
A finasterida não interfere na função do fígado, não aumenta os lipídios e nem reduz o nível de testosterona circulante. Cerca de 1% dos pacientes, especialmente aqueles acima dos 40 anos, queixam-se de diminuição da libido, que é reversível com a continuidade do uso da medicação ou com sua suspensão. Podemos associar este tratamento com outros medicamentos como o minoxidil e a tretinoína em solução para o couro cabeludo, além de tratar outra doença que possa estar piorando a queda de cabelos.
Todos estes medicamentos usados isoladamente ou associados deverão ser mantidos indefinidamente, caso estabilize ou melhore a queda de cabelos. Se não houver resposta, e nos casos onde a perda está acentuada ou quase completa, a opção será cirúrgica (implante de cabelos).
Drª Francine Batista Costa
Dermatologista
CRM 26814